O Corinthians conseguiu um resultado improvável ao poupar grande parte dos titulares e, de quebra, ainda colocar a molecada para estrear. E vou te falar, hein, mano? Esse tal de Jacaré é interessante! Já vi mais personalidade nele do que no Léo Maná em dois anos como profissional.
Tudo bem que não foi a melhor partida de todos os tempos, mas o moleque deu conta do recado enquanto pôde. Muita gente até se perguntou por que ele estava jogando e não o Caipira ou outro garoto da Copinha. Acho que é porque ele treinou com o Ramon quase toda a pré-temporada e, como a concorrência também não está essas coisas, acabou sendo o escolhido. Inclusive, vi uma estatística impressionante: em oito duelos no chão, ele venceu todos. Para um jogador que nem tinha atuado no Sub-20, ele se saiu muito bem no profissional.
Destaques individuais e desafios em campo
Tivemos também o Luiz Eduardo, que acabou tendo mais dificuldades. Ele entrou numa fria ainda maior, tendo que organizar o time e fazer o jogo fluir, mas claramente sentiu a pressão e não conseguiu desenvolver muita coisa.
Apesar disso, ainda acho que ele tem futebol para jogar. É um bom menino, tem só 17 anos, muito a aprender e melhorar. Acredito que pode se tornar um grande jogador no futuro. Aliás, é uma das poucas contratações da base que realmente teve um trabalho de scout por trás, e não veio só por indicação de empresário ou amizade.
Depois que ele saiu, o time passou a jogar melhor. E se você for analisar, o Ramon não precisou colocar nenhum craque para mudar o jogo. Ele não veio com Thalys ou Matheus França, que nem estavam lá. Ele colocou Romero, Giovane e depois Bidu. E isso foi suficiente para equilibrar a partida.
A importância de Giovane no elenco
O Giovane, que quase não tem mais contrato, mostrou de novo por que deve ficar. Ele é um dos poucos que jogam pelo lado, tem velocidade, força, corta para dentro, vai ao fundo e bota o marcador para trabalhar. Não tem por que se livrar dele.
Fora que o passe que ele deu para o Alex Santana foi coisa de quem sabe jogar bola. Esse tipo de jogador faz diferença em momentos decisivos e precisa ser valorizado dentro do elenco.
Foco total no Derby
No fim, o Corinthians poupou geral para o Derby, até o Charles, se brincar, foi poupado. Jogaram mais na sorte do que no juízo, é claro, mas conseguiram buscar um resultado improvável e ainda testaram novas ideias.
O Romero de meia, por exemplo, foi uma delas. Não curto o Romero, acho muito fraco para o Corinthians, mas pode falar o que quiser dele, ele tem personalidade e sabe jogar esse tipo de partida. Quando nada está dando certo, ele dá um jeito de ajudar.
Agora, resta saber como o Corinthians vai se comportar no próximo desafio. A torcida espera mais uma grande atuação e, quem sabe, mais uma surpresa positiva em campo!